terça-feira, 14 de agosto de 2012

EUA fazem teste com avião hipersônico

20084_WaveRiderA Força Aérea dos Estados Unidos fará mais um teste de voo com o jato hipersônico X-51A WaveRider, nesta terça (14), que sobrevoará o Oceânico Pacífico com o objetivo de atingir uma velocidade de Mach 6 (seis vezes a velocidade do som). A esta rapidez, que pode chegar a 7.200 km/h, a aeronave poderia sair de Londres e chegar a Nova York em aproximadamente uma hora.

Um bombardeiro B-42 vai lançar o jato não tripulado e sem asas da base aérea de Edwards, na Califórnia, a uma altura de aproximadamente 15 km. Neste momento a aeronave será solta e, após uma queda livre de cerca de quatro segundos, o motor vai ser acionado. Então o WaveRider subirá mais uma vez à altura de 21 km, quando poderá chegar ao Mach 6. Para se ter uma ideia da velocidade, o avião supersônico Concorde, de 1969, voava de Londres a Nova York em pouco mais de três horas e podia alcançar no máximo 2.652 km/h.

O voo de teste está previsto para durar cerca de cinco minutos. No final, a aeronave vai se quebrar em pedaços e cair no Pacífico. Trata-se de uma repetição da tentativa de junho do ano passado, quando o jato viajou a Mach 5, mas falhou ao alcançar a velocidade desejada.

O projeto, financiado pelo Pentágono e pela Nasa (mais de US$ 140 milhões investidos), faz parte dos planos para o desenvolvimento de mísseis mais rápidos. O Pentágono poderá, então, a possibilidade de atingir alvos ao redor do mundo em questão de minutos.

O teste, porém, não tem objetivos apenas militares. Servirá também para fornecer informações para projetos em andamento para criar uma aeronave supersônica. A pesquisa pode levar à construção de um avião comercial, capaz de atingir velocidades maiores do que os jatos atuais.

A Companhia Europeia de Defesa Aeronáutica e do Espaço (EADS) acredita que os voos hipersônicos tripulados possam ser realidade em um futuro próximo.

“Há interesse de ambos os lados do Atlântico para pular uma geração e passar do voo supersônico ao voo hipersônico”, disse Peter Robbie, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da EADS à BBC. Segundo ele, a ideia de ir de Tóquio a Paris em duas horas e meia é muito atrativa para as comunidades de negócio e políticas. “Acho que por volta de 2050 já existirá uma aeronave neste molde”, afirmou.

Reuters/O Globo

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