quarta-feira, 16 de maio de 2012

Justiça condena Mayara Petruso que ofendeu nordestinos via Twitter

 

A estudante de direito Mayara Petruso foi condenada nesta quarta (16) por postar mensagens preconceituosas contra nordestinos no Twitter na época das eleições de 2010. O juiz estabeleceu que ela ficasse presa por um ano, 5 meses e 15 dia, no entanto, a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa.

Após a vitória de Dilma Rousseff no pleito realizado em 2010, a jovem postou “Nordestisto [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”. Segundo a Vara Federal Criminal em São Paulo, a acusada confessou ter publicado as mensagens e que o verdadeiro motivo do conteúdo foi o resultado das eleições da presidente Dilma, que teve grande votação na região nordeste do país.

Apesar de toda repercussão, ela disse à justiça que não tinha intenção de ofender ninguém, que não é preconceituosa e que estava arrependida do que fez.

A jovem foi denunciada pelo Ministério Público com base no artigo 20, § 2º, da Lei n.º 7.716/89, que trata do crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional. Mayara trabalhava em um escritório de advocacia, mas perdeu o emprego depois do caso. Ela também teve que mudar de cidade e de faculdade por conta da repercussão de suas mensagens.

"O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo", diz a juíza na decisão. A juíza também estabeleceu uma pena abaixo do mínimo legal por entender que Mayara já sofreu consequências por suas ações. "Foram situações extremamente difíceis e graves para uma jovem", diz ainda a Justiça.

Não se pode dizer que esse resultado seja apenas uma vitória contra a intolerância e o preconceito. Onde em depoimento ao site Ivan Silva Notícias uma jovem baiana que reside no Estado do Paraná sente-se rejeitada e é olhada com idiferença per parte de alguns paranaenses, em seu relato ela diz que muitos nordestinos para não seres isolados negam a sua naturalidade.

A condenação da estudante é a mostra real que o nosso país, o Brasil, é de fato um país racista.

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