Novo presidente do país quer aliar corte de gastos públicos com incentivo ao crescimento.
A França não vai ratificar o pacto europeu sobre disciplina fiscal a menos que o documento seja alterado para incluir compromissos ambiciosos com o crescimento econômico, disse o novo ministro das Finanças do país, Pierre Moscovici, nesta quinta-feira (17).
— O que nós temos dito é que o tratado não será ratificado como está. Seremos firmes nisso.
Moscovici, integrante do novo governo formado após a posse de François Hollande como primeiro presidente socialista da França em 17 anos esta semana, substituiu o conservador François Baroin no comando do ministério nesta quinta.
O novo gabinete francês diz estar comprometido com a administração firme das finanças públicas, mas também quer uma estratégia forte pró-crescimento na Europa, disse ele.
Hollande já tinha manifestado desde a campanha eleitoral sua posição contrária ao pacto firmado por seu antecessor, Nicolas Sarkozy, com outros líderes europeus em março.
O novo presidente francês discutiu pessoalmente o tema com a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, apenas horas após tomar posse na terça-feira, segundo Moscovici.
— O pacto deve ser acrescido com uma parte sobre o crescimento econômico, e quando digo isso, estamos falando de uma estratégia ambiciosa de crescimento. O que estamos dizendo, e somos todos muito pró-europeus, François Hollande é muito europeu, Jean-Marc Ayrault [primeiro-ministro] é muito europeu e eu sou muito europeu-- é que devemos levar a construção da Europa a uma nova direção, sem desvalorizar a responsabilidade orçamentária... para nós responsabilidade orçamentária e crescimento econômico não são contrários".
Moscovici disse ainda que Merkel e Hollande conversaram sobre uma série de opções para promoção do crescimento, incluindo um uso maior dos fundos de desenvolvimento estrutural da Europa e financiamentos do Banco de Investimento Europeu.
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